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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Quanto mais

Abençoai sempre as vossas dificuldades e não as lastimeis, considerando que Deus nos concede sempre o melhor e o melhor tendes obtido constantemente com a possibilidade de serdes mais úteis.

*

Quanto mais auxiliardes aos outros, mais amplo auxílio recebereis da Vida Mais Alta.

*

Quanto mais tolerardes os contratempos do mundo, mais amparados sereis nas emergências da vida, em que permaneceis buscando paz e progresso, elevação e luz.

*

Quanto mais liberdade concederdes aos vossos entes amados, permitindo que eles vivam a existência que escolheram, mais livres estareis para obedecer a Jesus, construindo a vossa própria felicidade.

*

Quanto mais compreenderdes os que vos partilham os caminhos humanos, mais respeitados vos encontrareis de vez que, quanto mais doardes do que sois em benefício alheio, mais ampla cobertura de amparo do Senhor assegurará a tranqüilidade em vossos passos.

*

Continuemos buscando Jesus em todos os irmãos da Terra, mas especialmente naqueles que sofrem problemas e dificuldades maiores que os nossos obstáculos, socorrendo e servindo e sempre mais felizes nos encontraremos sob as bênçãos dele, nosso Mestre e Senhor.



Francisco Cândido Xavier. Da obra: Caridade.

Ditado pelo Espírito Bezerra de Menezes.

Provas

Não te doa a obrigação de repetir, vezes e vezes, esse ou aquele esforço que consideres de sacrifício.

Se já te aceitas na condição de criatura imperecível, reflete no tempo gasto pela sabedoria da vida, nas criações da natureza.

Sabemos que a gestação do diamante, no claustro da Terra exige milênios.

Com semelhante ensinamento, perguntemos a nós mesmos quantos séculos despenderemos para construir a compreensão e o devotamento, a humildade e o amor, no campo da própria alma.

Meditemos nisso e abracemos com paciência as tarefas que nos foram confiadas.

Regozija-te com as obras de renúncia dentro do lar; ele é o reduto em que te habilitas para a total consagração à Humanidade.

Agradece ao trabalho que te cerca de problemas e, tantas vezes, te alaga de suor; nele aprendes a conquistar a sublimação e a criatividade dos anjos.

Abençoa os dias de prova em que a vida te pede serviço habitualmente entremeado de labaredas de inquietação com aguaceiros de pranto; tempo chegará em que eles trarão a soma das experiências que se fará luz permanente para os teus próprios caminhos entre os sóis da Imortalidade.

Rejubila-te com a possibilidade de contar com as aulas da angústia e do sofrimento, no aprendizado da vida terrestre.

Os olhos que nunca choraram raramente aprendem a ver.

Livro: Somente Amor
Meimei / Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

PROCESSOS OBSESSIVOS

Não raro auscultamos os processos obsessivos quando se encontram francamente instalados.
No entanto, sabemos que a desagregação do equilíbrio mental, quando os problemas pertencem nitidamente ao espírito, levam tempo.

A sabedoria da vida não constitui o sistema nervoso para colapsos a troco de bagatelas.

Encontramos, desse modo, em toda parte do plano físico, os que se acham na fase prévia de segregação na enxovia da alma.

Sofreram ou se desenganaram em algum item da experiência humana e instintivamente entregam a chave do controle de si mesmos a inteligências outras que os espreitam na sombra. Do ressentimento passam à mágoa crônica.

Da excitação se transferem à cólera sistemática. Daí seguem adiante até adquirirem um lugar destacado na patologia da mente.

Quando você se identifique nessa posição fronteiriça, capacite-se da necessidade de libertar você mesmo. Recorde a embarcação que pode perfeitamente salvar-se, expedindo um S.O.S., e comece a derribar a cadeia mental que lhe ameaça a integridade, reunindo as suas forças em
oração. Não espere o naufrágio.

Em seguida, repare as suas forças orgânicas através de auxílio medicamentoso à altura de suas exigências fisiológicas, imitando o cuidado do mecânico que restaura a casa de máquinas do navio, e prossiga no rumo certo.

Esse rumo certo na temática da obsessão é a continuidade da viagem terrestre sem ancoragem que não seja aquela programada para deveres nos postos de escala — as prestações de serviço aos outros.
Nada de parar sobre recifes de perturbação ou vasculhar o bojo das ondas de treva. Caminhar à frente. Esquecer-se em favor de outros viajantes.
Se você enfrenta um problema assim sutil da fronteira entre o equilíbrio e o desequilíbrio, observe quem, na maioria das circunstâncias, você traz o recinto da mente cerrado ao auxílio dos outros. São pensamentos de desânimo, cansaço, tristeza ou tentação que se agigantaram.
Foram eles diminutas brechas de sombra, na cidadela do espírito, que serviram de mira a gazuas cruéis de velhos adversários dos caminhos percorridos em outras existências.

Não permita que se lhe derruam as portas defensivas. Reaja. Mas conserve a certeza de que a única reação construtiva é a de sua própria renunciação aos caprichos e preconceitos do círculo pessoal, com serviço desassombrado e desinteressado ao próximo.

Milhares ou talvez milhões de companheiros no mundo estão hoje no cairel da obsessão, quais viajores descuidados no dorso do abismo. Há socorro e libertação para todos, desde que cada um se disponha a renovar-se para o bem, renovando os agentes espirituais que lhes assessoram a vida.

(Nova Iorque, N. I., E.U.A., 28, Julho, 1965.)
Kelvin Van Dine (Waldo Vieira)

(De “Entre irmãos de outras terras”, de Francisco Cândido Xavier e
Waldo Vieira – por diversos espíritos)

PENSASTE NISSO?

“Sabendo que brevemente hei de deixar este meu tabernáculo, segundo o que também nosso Senhor Jesus-Cristo já mo tem revelado”. – (II Pedro, 1:14).

Se muitas vezes grandes vozes do Cristianismo se referiram a supostos crimes da carne, é necessário mencionar as fraquezas do “eu”, as inferioridades do próprio espírito, sem concentrar falsas acusações ao corpo, como se este representasse o papel de verdugo implacável, separado da alma, que lhe seria, então, prisioneira e vítima.
Reparamos que Pedro denominava o organismo, como sendo o seu tabernáculo.
O corpo humano é um conjunto de células aglutinadas ou de fluídos terrestres que se reúnem, sob as leis planetárias, oferecendo ao Espírito a santa oportunidade de aprender, valorizar, reformar e engrandecer a vida.
Freqüentemente o homem, qual operário ocioso ou perverso, imputa ao instrumento útil as más qualidades de que se acha acometido. O corpo é concessão de Misericórdia Divina para que a alma se prepare ante o glorioso porvir.
Longe da indébita acusação à carne, reflitamos nos milênios despendidos na formação desse tabernáculo sagrado no campo evolutivo.
Já pensaste que és um Espírito imortal, dispondo, na Terra, por algum tempo, de valiosas potências concedidas por Deus às tuas exigências de trabalho?
Tais potência formam-te o corpo.
Que fazes de teus pés, de tuas mãos, de teus olhos, de teu cérebro? Sabes que esses poderes te foram confiados para honrar o Senhor iluminando a ti mesmo? Medita nestas interrogações e santifica teu corpo, nele encontrando o templo divino.

(De “Pão Nosso”, de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel)

VOCÊ E OS OUTROS

Abra a própria alma às manifestações generosas para com todos os seres, sem trancar-se na torre de falsas situações, à frente do mundo.
A pretexto de viver com dignidade, não caminhe indiferente ao passo dos outros.
Busque relacionar-se com as pessoas de todos os níveis sociais, erguendo amigos além das fronteiras do lar, da fé religiosa e da profissão.
Evite a circunspecção constante e a tristeza sistemática que geram a frieza e sufocam a simpatia.
Não menospreze a pessoa mal vestida nem a pessoa bem posta.
Não crie exceções na gentileza, para com o companheiro menos experiente ou menos educado, nem humilhe aquele que atenta contra a gramática.
Não deixe meses, sem visitar e falar aos irmãos menos favorecidos, como quem lhe ignora os sofrimentos.
Não condiciones as relações com os outros ao paletó e à gravata, às unhas esmaltadas ou aos sapatos brilhantes, que possam mostrar.
Não se escravize a títulos convencionais nem amplie as exigências da sua posição em sociedade.
Dê atenção a quem lha peça, sem criar empecilhos.
Trave conhecimento com os vizinhos, sem solenidade e sem propósito de superioridade.
Faça amizades desinteressadamente.
Aceite o favor espontâneo e preste serviço, também sem pensar em remuneração.
Ninguém pode fugir à convivência da Humanidade.
Saiba viver com todos, para que o orgulho não lhe solape o equilíbrio.
Quem se encastela na própria personalidade é assim como o poço de água parada, que envenena a si mesmo.
Seja comunicativo.
Sorria à criança.
Cumprimente o velhinho.
Converse com o doente.
Liberte o próprio coração, destruindo as barreiras de conhecimento e fé, título e tradição, vestimenta e classe social, existentes entre você e as criaturas e a felicidade, que você fizer para os outros, será luz da felicidade sempre maior, brilhando em seu caminho.

Francisco Cândido Xavier.
Da obra: Apostilas da Vida.
Ditado pelo Espírito André Luiz.

terça-feira, 15 de junho de 2010

ENTRE HOJE E AMANHÃ


Reflete no companheiro que chega cansado e desiludido a esmolar-te simpatia e consolo.

Sabes talvez, nas mínimas particularidades, tudo o que lhe terá ocorrido. Provavelmente conheces que se trata de alguém, carregando os grilhões da culpa. Alguém que sobraça pesada carga de remorsos a lhe atenazarem o coração.

Mentaliza, no entanto, o que faria Jesus se procurado por ele: ouvi-lo-ia com generoso interesse, descobrir-lhe-ia algum tópico de bondade ou saberia destacar-lhe essa ou aquela qualidade elogiável, de modo a descerrar-lhe alguma porta mental de bom-ânimo, auxiliando-o a caminhar para a frente.

Diante dos irmãos que te busquem solicitando conforto depois de quedas e desenganos, não te disponhas à condenação ou censura.

Pensa no bem que haverão feito, nos impulsos nobres que lhes presidiram os atos e renova-lhes a confiança em si mesmos.

Compadece-te sobretudo daqueles que se demoram nos problemas da culpa sem possibilidades imediatas de solução.

Não necessitas reprovar-lhes diretriz e conduta.

Eles já se reconhecem marcados por dentro a fogo de angústia e não te procuram para que lhes agraves a dor. Suplicam-te paz e refazimento, auxílio e apoio à própria libertação.

Recorda em quantas ocasiões teremos sido amparados pela bondade do Cristo de Deus que freqüentemente nos toma o leve fio da intenção correta para transformá-lo em vigoroso apetrecho de socorro a nós próprios e não menospreze, seja a quem seja.

Importa, ainda, considerar que muitas vezes no campo da ocorrência que se reprove presentemente, nascerá o acontecimento que nos colherá louvor no futuro.

Além disso, nós todos, os espíritos em evolução nos climas da Terra, somos ainda portadores de imperfeições e deficiências por vencer, de permeio com obstáculos íntimos a serem necessariamente transportados, com créditos e débitos, erros e acertos no livro da própria vida. E, por isso mesmo, em matéria de apoio espiritual, se hoje é o nosso momento de compreender e de dar, amanhã será talvez o nosso dia de pedir e de receber.

Fonte: "Mãos Marcadas", de Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

ALEGRIA




Alegria é o cântico das horas com que Deus te afaga a passagem no mundo.
Em toda parte, desabrocham flores por sorrisos da natureza e o vento penteia a cabeleira do campo com música de ninar.
A água da fonte é carinho liquefeito no coração da terra e o próprio grão de areia, inundado de sol, é mensagem de alegria a falar-te do chão.
Não permitas, assim, que a tua dificuldade se faça tristeza entorpecente nos outros.
Ainda mesmo que tudo pareça conspirar contra a felicidade que esperas, ergue os olhos para a face risonha da vida que te rodeia e alimenta a alegria por onde passes.
Abençoa e auxilia sempre, mesmo por entre lágrimas.
A rosa oferece perfume sobre a garra do espinho e a alvorada aguarda, generosa, que a noite cesse para renovar-se diariamente, em festa de amor e luz.

Meimei
Extraído do livro Bênçãos de Amor.
Autores Diversos
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

É RAZOÁVEL PENSAR NISTO

A paciência não é um vitral gracioso para as suas horas de lazer. É amparo destinado aos obstáculos.

A serenidade não é jardim para os seus dias dourados. É suprimento de paz para as decepções de seu caminho.

A calma não é harmonioso violino para as suas conversações agradáveis. É valor substancial para os seus entendimentos difíceis.

A tolerância não é saboroso vinho para os seus minutos de camaradagem. É porta valiosa para que você demonstre boa-vontade, ante os companheiros menos evolvidos.

A boa cooperação não é processo fácil de receber concurso alheio. É o meio de você ajudar ao companheiro que necessita.

A confiança não é um néctar para as suas noites de prata. É refugio certo para as ocasiões de tormenta.

O otimismo não constitui poltrona preguiçosa para os seus crepúsculos de anil. É manancial de forças para os seus dias de luta.

A resistência não é adorno verbalista. É sustento de sua fé.

A esperança não é genuflexório de simples contemplação. É energia para as realizações elevadas que competem ao seu espírito.

Virtude não é flor ornamental. É fruto abençoado do esforço próprio que você deve usar e engrandecer no momento oportuno.

(De “Agenda Cristã”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz)

domingo, 18 de abril de 2010




Mais Amor


Ama sempre para que possas compreender sempre mais.
Muitas vezes, no mundo, ensandecemos o cérebro e envenenamos o coração, indagando sem proveito quanto aos problemas que afligem os grandes e os pequenos, os felizes e os infelizes.
Entretanto, bastaria um raio de amor no imo d'alma para entendermos a profunda união em que nos imanizamos uns aos outros.
Ajuda antes de qualquer indagação.
Não peças diretrizes à Vida Superior, antes de haver praticado a fraternidade no círculo de criaturas em que te encontras.
A Terra é a nossa escola multimilenária, onde o amor é o Sol para as mínimas lições.
Descerra o espírito à claridade dessa luz e perceberás a dor que, muitas vezes, se agita sob vestes douradas e observarás o brilho da vida que, em muitas ocasiões, se destaca sob andrajos e sombras.
Oferece-lhe a mente e aprenderás que alegria e sofrimento, escassez e abastança, segurança e instabilidade na Terra não passam de oportunidades preciosas para a nossa elevação espiritual.
Não te esqueças de que somente aquele que se faz irmão do próximo pode soerguê-lo a mais altos destinos.
O nosso verbo pronunciará eloqüentes discursos.
A nossa pena escreverá páginas comovedoras.
A nossa influência social assegurar-nos-á subido destaque na vida pública.
As nossas facilidades econômicas garantir-nos-ão transitório respeito entre as criaturas.
Todavia, que será de nós sem o tesouro da compreensão que apenas o amor nos pode conferir?
Mais amor em nossas atividades de cada dia é solução gradativa a todos os enigmas que nos cercam.
Só a luz é capaz de extinguir a sombra.
Só a sabedoria aniquila a ignorância.
Só o amor redime, vitoriosamente, a miséria.
Não nos abeiremos da revelação, simplesmente indagando, pedindo, reclamando.
Aprendemos a trabalhar e servir.
Amemo-nos uns aos outros e uma luz nova brotará no terreno vivo de nossa alma, constrangendo-nos a sentir que só o trabalho no serviço ao próximo é capaz de conduzir-nos à comunhão com a verdadeira felicidade, que decorre de nosso ajustamento às Leis Celestiais.

Livro "Assim Vencerás"
Psicografia de Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

O que mais sofremos

O que mais sofremos no mundo –
Não é a dificuldade. É o desânimo em superá-la.
Não é a provação. É o desespero diante do sofrimento.
Não é a doença. É o pavor de recebê-la.
Não é o parente infeliz. É a mágoa de tê-lo na equipe familiar.
Não é o fracasso. É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.
Não é a ingratidão. É a incapacidade de amar sem egoísmo.
Não é a própria pequenez. É a revolta contra a superioridade dos outros.
Não é a injúria. É o orgulho ferido.
Não é a tentação. É a volúpia de experimentar-lhe os alvitres.
Não é a velhice do corpo. É a paixão pelas aparências.
Como é fácil de perceber, na solução de qualquer problema, o pior problema é a carga de aflições que criamos, desenvolvemos e sustentamos contra nós.

Espírito: ALBINO TEIXEIRA
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: "Passos da Vida" - EDIÇÃO IDE

Calma

Se você está no ponto de estourar mentalmente silencie alguns instantes para pensar.
Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranqüilidade traz o pior.
Se a razão é enfermidade em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante.
Se você sofreu prejuízos materiais, a reclamação é uma bomba atrasada, lançando caso novo.
Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática, junto de outros amigos.
Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás, a inquietação é desperdício de tempo.
Se contrariedades aparecem, o ato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo.
Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta a faltas maiores.
Se você não atingiu o que desejava, a impaciência fará mais larga distância entre você e o objetivo a alcançar.
Seja qual for a dificuldade, conserve a calma, trabalhando, porque, em todo problema, a serenidade é o teto da alma,
pedindo o serviço por solução.

Espírito: ANDRÉ LUIZ
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: "O Espírito da Verdade" - Edição FEB

sábado, 17 de abril de 2010

Livra-nos do Mal Porque o Teu é o Reino, o Poder e a Glória para Sempre



O Senhor livrar-nos-á do mal; entretanto, é preciso que desejemos não errar.

Que dizer de um homem que pedisse socorro contra o incêndio, lançando gasolina à fogueira?

O reino da vida, com todas as suas notas de grandeza, pertence a Deus.

Todo o poder e toda a glória do Universo, todos os recursos e todas as possibilidades da existência são da Providência Divina, mas, em nosso círculo de ação, a vontade é nossa.

Se não ligamos nossos desejos à Lei do Bem, que procede do Céu, representando para nós a Vontade Paterna de Nosso Pai Celeste, não podemos aguardar harmonia e contentamento para o nosso coração.

Nas sombras do egoísmo, estaremos sozinhos, aflitos, perturbados e desalentados, porque egoísmo quer dizer felicidade somente para nós, contra a felicidade dos outros.

Deus permitiu que a vontade seja um patrimônio propriamente nosso, a fim de que possamos adquirir a liberdade e a grandeza, o amor e a sabedoria, por nós mesmos, como filhos de sua infinita bondade.

Por isso, se somos escravos das nossas criações que, por vezes, gastamos muito tempo a retificar,

continuamos sempre livres para desejar e imaginar.

E sabemos que qualquer serviço ou realização começa em nossos sentimentos e pensamentos.

Saibamos, desse modo, conservar a nossa vontade à luz da consciência reta, porque, rogando a Deus nos liberte do mal, é preciso, por nossa vez, procurar o caminho do bem.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso.
Ditado pelo Espírito Meimei.
19a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.
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O Tempo

“Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz.” — Paulo (ROMANOS, 14:6)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente a recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

(De “Caminho, Verdade e Vida”, de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel)

"Cada dia que amanhece assemelha-se a uma página em branco, na qual gravamos os nossos pensamentos, ações e atitudes. Na essência, cada dia é a preparação de nosso próprio amanhã."

Psicografia de Francisco C. Xavier.
Livro:- Indicações Do Caminho.